negocios de cultura

substantivo masculino:
1 trato mercantil; comércio
ex.: está no n. do café
2 derivação: por metonímia. regionalismo: brasil.
local onde se realiza esse trato; loja, empresa, casa comercial
ex.: abriu seu n. na vizinhança
3 assunto de interesse empresarial e financeiro
ex.: ficou no escritório tratando dos seus n.
4 assunto a ser resolvido; pendência
ex.: discutiram alguns n. de família
5 regionalismo: brasil. uso: informal.
algo de que não se sabe ou não se lembra o nome; qualquer coisa
ex.: por favor pegue esse n. aí e traga para mim

Projeto Criaticidades é lançado em São Paulo

Via Scoop.it - negociosdecultura
Redação CulturaeMercado | sexta-feira, 10 fevereiro 2012   Foi lançado nesta quinta-feira (9/2), em São Paulo (SP), o projeto Criaticidades, uma parceria entre a Garimpo de Soluções, empresa liderada pela economista Ana Carla Fonseca Reis, e a Umana Comunicação Inteligente, comandada pelo jornalista Ricardo Mucci, com patrocínio do Santander Brasil. Cerca de 200 pessoas, entre autoridades, jornalistas, funcionários do banco e representantes dos cenários artístico e cultural assistiram a apresentações de Caio Luiz de Carvalho (fundador do Instituto Brasileiro das Economias Criativas), Fernando Martins (vice-presidente Executivo de Marca, Marketing, Comunicação e Interatividade do Banco Santander Brasil), Graça Cabral (fundadora da Luminosidade, empresa criadora e organizadora do São Paulo Fashion Week) e Mauro Munhoz (arquiteto e urbanista, coordenador geral da Festa Literária Internacional de Paraty – Flip), com a mediação da economista Ana Carla. Eles mostraram experiências de sucesso na aplicação da economia criativa. O principal objetivo do Criaticidades é identificar como a economia criativa pode contribuir para o desenvolvimento sócio-econômico das cidades brasileiras.   A iniciativa é composta, inicialmente, por cinco programas e um site, que vão apresentar a história e o conceito da Economia Criativa, baseados em cases e entrevistas com especialistas brasileiros e estrangeiros, que mostram exemplos práticos e bem sucedidos de municípios que conseguiram bons resultados em buscar novas alternativas de desenvolvimento econômico.   Os programas foram produzidos em alta definição e são compostos por entrevistas e imagens de arquivo, com duração média de 25 minutos, divididos em três blocos, com os seguintes temas: Economia Criativa, o que é, seu desenvolvimento como política por Tony Blair, na Inglaterra, até a realidade brasileira; Cidade Criativa, como as cidades encontram soluções e se transformam em referência; Setores Criativos, dois setores de destaque escolhidos para exemplificar a dinâmica dessa nova economia: design e moda; Empreendedorismo, exemplos de clusters criativos, como a inovação em Barcelona e nas cidades brasileiras; e Paraty e Paulínia, exemplos de sucesso na governança compatilhada entre o público e o privado e investimento público no setor do audiovisual (no caso de Paulínia).   O projeto conta com um Comitê Criativo, formado por Afonso Borges (lieteratura), César Piva (empreendedorismo), Jurema Machado (patrimônio cultural), Altair Assumpção (sustentabilidade), Danilo Miranda (processos culturais), Leonardo Brant (políticas públicas), Ana Carla Fonseca Reis (economia criativa), Gabriel Villela (teatro), Mauro Munhoz (arquitetura e urbanismo), Ana Luiza Trajano (gastronomia) e Joice Joppert Leal (design).   Mais informações no site www.criaticidades.com.br.     Por Redação   http://www.culturaemercado.com.br/noticias/projeto-criaticidades-e-lancado-em-sao-paulo/www.criaticidades.com.br.     Por Redação   http://www.culturaemercado.com.br/noticias/projeto-criaticidades-e-lancado-em-sao-paulo/
Via negociosdecultura.wordpress.com

Creative Learning Concept, por CC2011

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O conjunto de semi-círculos define a marca do Evento e simultaneamente o seu Conceito. O esquema convida a uma leitura convergente, apresentando 3 níveis temáticos a explorar. Esta convergência pretende reforçar a necessidade de nos dirigirmos e de nos focarmos rapidamente ao centro das questões relevantes: “Come to the Core”. A cada uma das 3 cores associamos um nível de percepção/área de análise:   Red Zone | Active & Networked Level É a área em que tratamos os “Indivíduos” e todas as questões relativas aos processos inovadores de ensino/aprendizagem. Tentamos concentrar aqui aquelas que são as mais pertinentes e interessantes Trends da actualidade sobre estas matérias. A consciência, de per si, não produz resultados e o futuro está a acontecer já hoje. Torna-se absolutamente urgente perceber a relevância do factor web 2.0 nas mudanças de paradigma que estão a mudar a nossa forma de aprender e gerir o conhecimento.   Yellow Zone | Creative & Innovative Level Trata-se da área reservada às “Organizações” e a todas as formas inovadoras de criar e desenvolver o negócio com o apoio das ferramentas tecnológicas que suportam a Web 2.0. Aqui também temos alterações paradigmáticas que estão a transformar a nossa forma de trabalhar e até de pensar o negócio. Essas mudanças, já adoptadas por muitas das empresas que têm a inovação na sua cultura organizacional, estão a alterar quer as formas tradicionais de organização interna de trabalho (processos, estrutura de organigrama, comunicação, etc), quer igualmente a forma como a organização se pensa a si própria , se relaciona com o mundo em geral, e com o seu mercado em particular. Importa perceber as devidas implicações que estas mudanças introduzem nas organizações em termos de efectiva criação de valor, bem como em termos das reduções de custos que lhe estão associados.   Green Zone | Consciousness Level É o nível que pretende fazer a síntese das duas áreas anteriores. Nesta área tentaremos articular os apports introduzidos pelas áreas Creative Learning e Business Innovationtendo em vista perceber de que forma estas duas linhas de força estão a mudar a sociedade e, nomeadamente, a nossa forma de viver e de nos organizarmos, os nossos hábitos de consumo e também de intervenção enquanto cidadãos. Tentaremos uma vez mais identificar e trazer para o debate aquelas que são as principais Trends com que nos confrontamos no mundo de hoje e que constituem mudanças paradigmáticas face à forma como vemos o mundo e nos relacionamos com os outros. Importa perceber de que forma a web 2.0 tem aqui também um papel relevante ao permitir-nos ser parte activa e uma consciência responsável face aos desafios e ameaças do mundo actual, alterando os nosso comportamentos e hábitos de consumo mas também o que pensamos no plano ético.
Via creativelearning-conference.com

MinC abre inscrição para dois editais de economia criativa em fevereiro | Estrombo

Via Scoop.it - negociosdecultura

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Economia Criativa (em estruturação), publicou dois editais do Prêmio Brasil Criativo na última sexta-feira, 30 de dezembro, no Diário oficial da União (Seção 3, páginas 29 a 31). As inscrições para os dois editais, que distribuirão R$ 4,1 milhões em prêmios, poderão ser feitas de 13 de fevereiro a 30 de março. O Edital de Fomento a Iniciativas Empreendedoras e Inovadoras irá identificar, reconhecer, fomentar e difundir as iniciativas empreendedoras e inovadoras da sociedade civil atuantes nos setores criativos. Serão premiadas 150 iniciativas selecionadas nas seguintes categorias: Novos Modelos de Gestão de Empreendimentos e Negócios Criativos e Formação para Competências Criativas. A premiação será de R$ 3,6 milhões. Já o Edital de Apoio à Pesquisa em Economia Criativa selecionará estudos e pesquisas acerca de temas da economia criativa nos contextos macroeconômico e legal-institucional brasileiros. Serão agraciadas 22 pesquisas. O apoio destina-se a pesquisadores da área acadêmica com atuação na área da pesquisa. A premiação será de R$ 810 mil reais divididos em três categorias: Teses – Doutorado; Dissertações – Mestrado e Produção em grupo. (Texto: Sheila Rezende, Ascom/SID/MinC) Fonte: MinC
Via estrombo.com.br


Oscar Niemeyer
  Por Vinicius de MoraesPoucos depoimentos eu tenho lido mais emocionantes que o artigo-reportagem de Oscar Niemeyer sobre sua experiência em Brasília [Posteriormente publicado em livro sob o título Minha experiência em Brasília]. Para quem conhece apenas o arquiteto, o artigo poderá passar por uma defesa em causa própria - o revide normal de um pai que sai de sua mansidão costumeira para ir brigar por um filho em quem querem bater. Mas para quem conhece o homem, o artigo assume proporções dramáticas. Pois Oscar é não só o avesso do causídico, como um dos seres mais antiautopromocionais que já conheci em minha vida. 
Sua modéstia não é, como de comum, uma forma infame de vaidade. Ela não tem nada a ver com o conhecimento realista - que Oscar tem de seu valor profissional e de suas possibilidades. É a modéstia dos criadores verdadeiramente integrados com a vida, dos que sabem que não há tempo a perder, é preciso construir a beleza e a felicidade no mundo, por isso mesmo que no indivíduo é tudo tão frágil e precário. Esse pungente sentimento do frágil e precário das coisas, que toca em Oscar as notas mais altas da pauta, como que serve para realçar ainda mais a sua dignidade de homem e de artista; pois nunca há nele o sentimento de estar servindo a si próprio, ou mesmo aos seus, mas aos homens em geral, num futuro que ele espera melhor. 
Oscar não acredita em Papai do Céu, nem que estará um dia construindo basílicas angélicas nas verdes pastagens do Paraíso. Põe ele, como um verdadeiro homem, a felicidade do seu semelhante no aproveitamento das verdes pastagens da Terra; no exemplo do Trabalho para o bem-comum e na criação de condições urbanas e rurais, em estreita interdecorrência, que estimulem e desenvolvam este nobre fim: fazer o homem feliz dentro do curto prazo que lhe foi dado para viver. 
Eu acredito também nisso, e quando vejo aquilo em que creio refletido num depoimento como o de Oscar Niemeyer, velho e querido amigo, como não me emocionar? É bom ver-se entre os amigos, um cujos pontos de vista coincidem com os nossos; um a quem os anos, em vez de esclerosar ou enclausurar politicamente, pelo contrário remoçam, renovam, revigoram; um cuja visão prática do mundo e dos homens não despreza nunca a dimensão da poesia. Pois a verdade é que a maioria, quando fala de política, quase só abre a boca para dizer bobagem, e se defende cada vez mais dos árduos problemas da responsabilidade humana com a armadura do reacionarismo mais egoísta. E o pior é que nem por isso a gente pode deixar de gostar deles… 
Dizia o grande Ésquilo que “tudo o que existe é justo e injusto, e nos dois casos igualmente justificável”. Dialeticamente, perfeito, se se analisar a frase do ponto de vista da história, da extraordinária luta do homem para chegar aonde chegou. Mas, humanamente, vamos mais devagar… Hitler, que é historicamente justificável, não deixa por isso de ser um monstro hediondo. Fulgêncio Batista, que é historicamente um Judas das nas mãos dos Supremos Sacerdotes e dos Filisteus do açúcar, nem por isso deixa de ser um infame traidor de sua pátria e um dos mais nojentos réprobos dentro da comunidade latino- americana. 
Por isso, meu caro Oscar, não ligue demais aos seus detratores. A maioria deles são pintas ultramanjadas. Há, como você muito bem diz, aqueles “a quem falta uma concepção mais realista da vida, que os situe dentro da fragilidade das coisas, tornando-os mais simples, humanos e desprendidos”. E a esses, como você muito bem faz, cabe “compreendê-los sem ressentimentos”. Mas há também, e infelizmente, os velhacos, os, trapaceiros, os provocadores, os policiais. Com esses, é preciso ter mais cuidado. Pois eles estão aí, e partidos para a ignorância.

MORAES, Vinicius. Para viver um grande amor: Crônicas e Poemas. Col. Folha Grandes Escritores Brasileiros. São Paulo, 2008.

(foto: José Medeiros. Oscar Niemeyer, Tom Jobim, Vinius de Moraes e Lina Bôscoli na estréia de Orfeu da Conceição, 1956.)

Oscar Niemeyer

Por Vinicius de Moraes

Poucos depoimentos eu tenho lido mais emocionantes que o artigo-reportagem de Oscar Niemeyer sobre sua experiência em Brasília [Posteriormente publicado em livro sob o título Minha experiência em Brasília]. Para quem conhece apenas o arquiteto, o artigo poderá passar por uma defesa em causa própria - o revide normal de um pai que sai de sua mansidão costumeira para ir brigar por um filho em quem querem bater. Mas para quem conhece o homem, o artigo assume proporções dramáticas. Pois Oscar é não só o avesso do causídico, como um dos seres mais antiautopromocionais que já conheci em minha vida.

Sua modéstia não é, como de comum, uma forma infame de vaidade. Ela não tem nada a ver com o conhecimento realista - que Oscar tem de seu valor profissional e de suas possibilidades. É a modéstia dos criadores verdadeiramente integrados com a vida, dos que sabem que não há tempo a perder, é preciso construir a beleza e a felicidade no mundo, por isso mesmo que no indivíduo é tudo tão frágil e precário. Esse pungente sentimento do frágil e precário das coisas, que toca em Oscar as notas mais altas da pauta, como que serve para realçar ainda mais a sua dignidade de homem e de artista; pois nunca há nele o sentimento de estar servindo a si próprio, ou mesmo aos seus, mas aos homens em geral, num futuro que ele espera melhor.

Oscar não acredita em Papai do Céu, nem que estará um dia construindo basílicas angélicas nas verdes pastagens do Paraíso. Põe ele, como um verdadeiro homem, a felicidade do seu semelhante no aproveitamento das verdes pastagens da Terra; no exemplo do Trabalho para o bem-comum e na criação de condições urbanas e rurais, em estreita interdecorrência, que estimulem e desenvolvam este nobre fim: fazer o homem feliz dentro do curto prazo que lhe foi dado para viver.

Eu acredito também nisso, e quando vejo aquilo em que creio refletido num depoimento como o de Oscar Niemeyer, velho e querido amigo, como não me emocionar? É bom ver-se entre os amigos, um cujos pontos de vista coincidem com os nossos; um a quem os anos, em vez de esclerosar ou enclausurar politicamente, pelo contrário remoçam, renovam, revigoram; um cuja visão prática do mundo e dos homens não despreza nunca a dimensão da poesia. Pois a verdade é que a maioria, quando fala de política, quase só abre a boca para dizer bobagem, e se defende cada vez mais dos árduos problemas da responsabilidade humana com a armadura do reacionarismo mais egoísta. E o pior é que nem por isso a gente pode deixar de gostar deles…

Dizia o grande Ésquilo que “tudo o que existe é justo e injusto, e nos dois casos igualmente justificável”. Dialeticamente, perfeito, se se analisar a frase do ponto de vista da história, da extraordinária luta do homem para chegar aonde chegou. Mas, humanamente, vamos mais devagar… Hitler, que é historicamente justificável, não deixa por isso de ser um monstro hediondo. Fulgêncio Batista, que é historicamente um Judas das nas mãos dos Supremos Sacerdotes e dos Filisteus do açúcar, nem por isso deixa de ser um infame traidor de sua pátria e um dos mais nojentos réprobos dentro da comunidade latino- americana.

Por isso, meu caro Oscar, não ligue demais aos seus detratores. A maioria deles são pintas ultramanjadas. Há, como você muito bem diz, aqueles “a quem falta uma concepção mais realista da vida, que os situe dentro da fragilidade das coisas, tornando-os mais simples, humanos e desprendidos”. E a esses, como você muito bem faz, cabe “compreendê-los sem ressentimentos”. Mas há também, e infelizmente, os velhacos, os, trapaceiros, os provocadores, os policiais. Com esses, é preciso ter mais cuidado. Pois eles estão aí, e partidos para a ignorância.


MORAES, Vinicius. Para viver um grande amor: Crônicas e Poemas. Col. Folha Grandes Escritores Brasileiros. São Paulo, 2008.

(foto: José Medeiros. Oscar Niemeyer, Tom Jobim, Vinius de Moraes e Lina Bôscoli na estréia de Orfeu da Conceição, 1956.)

annct:

Willy Verginer, cecita voluta

annct:

Willy Verginer, cecita voluta